sábado, 31 de março de 2012

Culinária de etnias, uma preposição de O Atelier

Filé Mignon ao Molho de Mostarda
Influência russa e alemã

Ingredientes:

- 1 peça pequena de filé mignon
- 1 pote de creme de leite fresco
- 200g de champignon
- mostarda a gosto
- Sal e pimenta a gosto
- ¾ de cálice de conhaque ou vodka
- azeite de oliva e alguns pedacinhos de manteiga

Como Preparar:

Limpe o filé tirando as nervuras e as gorduras. Corte em medalhões de 3 dedos ou conforme sua preferência. Dê,  com pequenos murros um formato bonito. Tempere com sal e pimenta, grelhe os filés em frigideiras ou caçarolas de ferro, deixando os em tom tostado, tomando o cuidado para que não fiquem por demais passados. Flambe os com a bebida de sua preferência e acrescente primeiro o creme de leite fresco.
Mexa para que adquira o tom marrom. Vá finalizando e colocando os champignons laminados. Por ultimo, a mostarda, sempre misturando tudo muito bem. Acerte o sal e o ponto da mostarda da sua preferência e estará finalizado. Sirva com as guarnições de arroz e batata palha.

Foto: Jeferson Souza
 Prato de influência alemã e russa servido em O Atelier

sábado, 24 de março de 2012

Uma das cartas disponíveis no Atelier

Filés:

Filé Carcamano

Filé mignon
(Azeite de oliva, alho, escarola rasgada grosseiramente, molho de tomate, mussarela, castanha do Pará moída)

Filé Pompéia

Filé mignon
(presunto fatiado, molho de tomate, azeitona sem caroço recheada com pimentão, mussarela)

Filé com Alcachofrinha

Filé mignon
(molho de tomate, tomate-cereja, alcachofra, parmesão)

Filé à Moda do Gourmet

Filé mignon
(molho de tomate, champignon, tomate-cereja, parmesão, basilicão ou manjericão)


Massas:

Penne a Traponese

Penne
(castanha do Pará moída, funghi, molho de tomate, alho, tabasco, parmesão e manjericão)


Saladas:

Salada do Genaro
(batata, ovos cozidos duro, alcaparra, azeitona preta, alface americana, cebola roxa, orégano)

Salada Mista das Sogras
(pimentão vermelho picado finamente, tomate-cereja, bulbo de funcho, salsa, alface americana, atum, alcaparras) tudo temperado com vinagrete tinto, azeite de oliva e especiarias.

Duzentos e quarenta anos de Porto Alegre e uma cultura gastronômica.

            Nesta segunda-feira Porto Alegre completa duzentos e quarenta anos e o Mercado Público apresenta uma peculiaridade delineada em todo essa formação. Os restaurantes Gambrinos, Naval, Marco Zero e outros servem um prato típico da culinária açoriana, tainha assada, recheada com pirão ou acompanhada de molho de camarão. Mostrando o contributo cultural do ilhéu à gastronomia da terra. Esse artesão recomenda as verdadeiras aulas de cultura gastronômica que o Mercado Público porto-alegrense apresenta.


Prato típico açoriano servido em inúmeros restaurantes do Mercado Público de Porto Alegre. Uma verdadeira aula de culinária típica de etnia. O povo açoriano é ilhéu e pescador, tem e teve na pesca a sua principal fonte de renda, levando para terra da promissão, o amor pelo mar ou a busca da sobrevivência junto aos rios.
 

sábado, 10 de março de 2012

Os filés e o atendimento do café e bistrô O Atelier.

            O bistrô atende das noites de quinta a sábado. Com serviço à la carte envolvendo a culinária de massas e filés. Na quinta é uma noite especial com peixe, quase que sempre oferecendo linguado, congrio ou salmão. Conforme a disponibilidade da casa. 

 
Filé à Margarita
É uma das inspirações gastronômicas do artesão baseada na pizza margarita. Molho vermelho, mussarela, tomate pelato, mangericão, formam um belo visual do prato.




Filé ao creme de palmito
Um dos muitos filés oferecidos pelo O Atelier. Um misto molho francês com o tropical palmito, formando um casamento perfeito de gastronomia interessante.




João Manoel e Duda, os dois gastrônomos que cuidam da elaboração dos pratos em O Atelier.
Cozinha influenciada (maneiras de fazer bacalhau) e uma boa receita para a semana da quaresma.

            O caderno de gastronomia da Zero Hora de sexta-feira 09/03/2012 traz uma receita de bacalhau. “Bacalhau na brasa” sugestão do excelente restaurante Calamares, especialista em culinária portuguesa estabelecido no bairro Floresta em Porto Alegre. Culinária portuguesa influenciada pela província de São Pedro que é o nosso Rio Grande do Sul. Esse artesão em seu livro “De Bares e Botequins” editado em 2008 enfoca com algumas diferenciações o bacalhau na brasa com a receita publicada pelo periódico gastronômico da Zero Hora. 
         A receita pesquisada foi cedida por seu Manoel, um português dono do boteco Tuim da rua da Ladeira em Porto Alegre. Seu Manoel é radicado a bastante tempo em solo gaúcho, a sua receita o bacalhau é Ling, um peixe mais fibroso do que o Porto Imperial usado na receita citada. O bacalhau do seu Manoel também é espetado enquanto o outro é grelhado na brasa. O bacalhau do dono do tuim tem as influências do Rio Grande do Sul, mas apresenta uma característica bem portuguesa, enquanto a sugestão do Calamares dá um toque especial ao bacalhau com páprica mostrando uma característica espanhola, pois páprica é muito usado na Espanha. Os dois pratos são por demais interessante pois estabelece originalidade e diferentes jeitos de fazer bacalhau quase que com os mesmos ingredientes.

Bacalhau no espeto
(Rendimento 4 pessoas)

Ingredientes:

- 1kg de lombo de bacalhau tipo ling (Esse tipo de bacalhau é fibroso mais adequado ao espeto segundo o criador da receita)
- 1kg de cebola que será assado no espeto (antecedendo o bacalhau pois é mais demorada para assar)
- 1kg de batatas com casca que serão cozidas à parte em panela com água e com a pele que foi retirada do bacalhau
- azeite de oliva extra-virgem a gosto
- vinagre 
- sal
- pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo:

Asse o lombo sobre o braseiro a pouca altura do fogo, com cuidado para que fique somente dourado e não queimado. O bacalhau não possui gordura, portanto havendo um pincelamento com azeite, dificilmente ficará escuro.
Uma vez tostado o bacalhau e as cebolas e as batatas prontas e descascadas tempere com azeite, vinagre, sal e pimenta do reino, montando o prato a critério de sua decoração.
Sugestão: as cebolas podem ser cortadas ao meio e despetaladas. A batata pode ser servida inteira. Pode haver o acrescentamento opcional de azeitonas pretas, dando um toque especial a sua decoração.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012


Um livro e a difusão da cultura açoriana através da: “cozinha pesqueira catarinense”

            O livro é um achado de sebo desses que levam algum tempo a gente prestar atenção, mas que uma vez pegos para serem lidos gratificam. O livro é uma relação de receitas com variadas espécies de peixes. Uma viagem pelo litoral de Santa Cataria a falar de Floripa (Florianópolis), Itajaí, Porto Belo, Penha, Laguna, Biguaçu... É um estímulo a gastronomia e fez com que esse artesão fizesse um prato simples, mas muito gostoso. Não podia deixar de ser uma comida que não tivesse a ver com as raízes dos Açores, um peixe muito valorizado por aquele povo, a Abrotéia. Coisas do artesão. Não faltou também o escrito da aba do livro, divulgando o mesmo, o autor Beto do box 32, um ícone da boa cozinha catarinense.

Abrotéia à moda catarina.

Ingredientes:

- 3 filés de abrotéia (também chamado de congrio nacional)
- batata
- cenoura
- couve (opcional)
- alcaparras
- azeite
- sal
- pimenta do reino
- limão
- farinha de trigo

Modo de preparo:
 
            Temperar os filés com sal, pimenta e limão. Passe os mesmos pela farinha chapeando-os em frigideira ou chapa. Reserve-os. A parte cozinhe as batatas e a cenouras e as couves se forem da sua preferência. Descasque as batatas e as cenouras reservando. Faça um molho com limão, alcaparras, pimenta e azeite. Tendo o cuidado de experimentar, pois as alcaparras já são salgadas. Monte o prato colocando os filés numa refratária. Cerque-os com os legumes e por último coloque o molho e as alcaparras sobre os mesmos. Sirva com salada verde e arroz branco, podendo ser acompanhado por um vinho branco seco.





 Abrotéia à moda catarina o prato pronto a ser servido. Culinária Açoriana.


 


Receita retirada do livro Cozinha Pesqueira Catarinense. Projeto de resgate e difusão da cultura Açoriana em Santa Catarina.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012


Iguarias do Pará

            Esse artesão recebeu do casal Gilberto e Marlisa iguarias do Pará. Ingredientes exóticos daquela cozinha tem feito o encanto gastronômico de chefs internacionais, que buscam uma gastronomia diferente. Vendo no Brasil um paraíso de diversidade. Os produtos que recebi dos amigos radicados no Pará foram: tucupi, pupunha, jambu e uma farinha de mandioca amarela que na feitura da farofa não perde a cor. Fazendo um prato maravilhoso e de excelente visual.
            Iniciei a minha degustação das iguarias paraenses pelo fruto pupunha, muito parecido com o butiá e que cozido tem o gosto do nosso pinhão, na cozinha típica do Pará faz um bolo, uma mistura com leite de coco ovos e farinha.
            Falei que a farinha não perde a cor porque esse artesão depois de ter provado a pupunha fez um almoço simples mas experimental, uma farofa miscigenada aos meus amigos Gilberto e Marlisa o meu agradecimento.
           
Farofa Miscigenada.

Ingredientes:
- 200g de farinha amarela do Pará
- 100g de manteiga
- 3 ovos cozidos duros
- 1 pimentão verde
- 10 azeitonas pretas portuguesas
- sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
            Derreta a manteiga não deixando tostar, leve as azeitonas e o pimentão cortado em cubos, cuidando para que não sapeque. Quando esses dois ingredientes estiverem lustros coloque a farinha e revolva até o ponto que lhe agradar. Por último os ovos cozidos e picados. Acerte os temperos e sirva com suã ou bistécas de porco chapeada temperadas com sal, pimenta e limão.
 
 
 
 
Farofa Miscigenada:
Farinha de mandioca indígena, azeitonas portuguesas, manteiga e pimentão. Um composto de cultura diversa e o acompanhamento do suã, por isso miscigenada.