sábado, 9 de julho de 2016

A multiplicidade dos Bacalhaus

É um ensaio fotográfico de receitas de bacalhau: Bacalhaus em lascas, bacalhau ao molho branco, bacalhau assado, bacalhau feito de maneira sofisticado como o Zé do Pipo com purê e maionese, bacalhau com pimentões e cebola assada, Bacalhau às Natas, Bacalhau à Gomes de Sá, bacalhau em postas a Lagareiro, Bacalhau à Margarida da Praça, Bacalhau à Moda Velha, bacalhau quando é vedete ou quando as guarnições o põem em evidência. Bacalhau onde os ingredientes fazem pequenas modificações mas os nomes operam transformações mostrando títulos de receita que se multiplicam em receitas comuns ou clássicos, a difundir o bacalhau pelo mundo. Estes são os bacalhaus feitos pelo artesão João Manoel, cronista e professor de culinária de etnias.

Bacalhau à Gomes de Sá

A arte de assar bacalhau é genuinamente portuguesa. Na noite do bacalhau e do salmão na UNIVATES o tema foi ensinado. Foi feita uma abordagem das variadas maneiras de assar o referido pescado tipicamente à portuguesa: Bacalhau assado na brasa, Bacalhau assado no forno, Bacalhau a Margarida da Praça, bacalhau à Lagareiro. É demais o bacalhau!

Bacalhau à Zé do Pipo

Bacalhau à Moda Velha

Bacalhau com pimentos

Posta de bacalhau com batatas

Bacalhau às natas











Bacalhau às natas que nunca será o mesmo pois a fotografia
mostra a diferenciação.












Bacalhau à Miquelina, bacalhau à Mordomo, bacalhau à Pousada de Oliveira, bacalhau à Narcisa, bacalhau do Natal e este da fotografia que pode muito bem se chamar o bacalhau do Ano Novo, uma vez que fez parte da mesa do Ano Novo na casa deste artesão. Essa é a Cozinha de Portugal com seus incontáveis bacalhaus.

domingo, 3 de julho de 2016

Desvirtuamentos

 Na minha fala a alunos dos cursos de gastronomia tenho dito que sempre na feitura de receitas clássicas que se obedeça o critério de que as receitas não sejam alteradas, sejam respeitadas na sua originalidade. Sempre que alguém quiser dar vasão a criatividade, não seja nos clássicos, que esses obedecem uma ordem original, são sem alterações querendo a pessoa exercer a criatividade, que não seja em receitas clássicas, que essas obedecem uma ordem de respeito ao original.
Fettuccine Alfredo recebeu nesse final de semana destaque no caderno especial de Zero Hora. Tenho falado a alunos dos cursos de extensão da Univates que existe uma alteração de receitas, ou melhor falando, um desvirtuamento que mostra transformações dos clássicos. Fettuccine Alfredo, uma receita do restaurante Alfredo de Roma com a receita que surgiu num final de noite quando alguém retardatário queria uma refeição e ela inexistia pelo fato de não haver mais cardápio a disposição. Alfredo examinou os ingredientes que tinha a mão, no caso: manteiga, creme de leite fresco, parmigiano-reggiano, noz moscada e pimenta do reino. Um prato de improviso que se transforma num clássico.

As duas receitas: uma original e a outra com alteração que a
 transforma num prato do falado desvirtuamento.





Penne Alfredo: creme de leite fresco, manteiga, parmesão, noz moscada
 e pimenta do reino. O prato originalíssimo e não o publicado pela Zero Hora
 com leite e maisena mostrando o falado desvirtuamento

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Empadinhas - patrimônio incorpóreo do Rio de Janeiro

Empada- iguaria de massa de farinha com recheio de frango ou camarão, ou ainda palmito, bacalhau, calabresa etc. Geralmente com a tampa da própria massa e assadas em formas ao forno. No Brasil é comum a empada preparada em formas pequenas, para consumo individual. Para algumas pessoas a azeitona é companhia inseparável de todos os recheios.
(Mário Moreira de Castro Alves - Dicionário Gastronômico Cultural de Eça de Queirós)

Empadinhas da Colombo, da Salete e dos mais variados botequins do Rio de Janeiro apresentam recheios, é um verdadeiro símbolo gastronômico do estado carioca e merecedora de balcão expositor, seduzindo o olhar dos transeuntes que acabam desviando-se de seus caminhos para saborear o delicioso petisco. É encontrada em todos os lugares onde exista a cultura Lusa ou Espanhola. Ex: Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte...


Empadas. Do espanhol empanadas, mas também estrela da cozinha Lusa. É patrimônio incorpóreo do Rio de Janeiro e estrela dos botecos cariocas.

Estas foram feitas pelo cronista gastrônomo João Manoel e vendidas na Macondo.

domingo, 19 de junho de 2016

A feijoada


Luis da Câmara Cascudo em seu livro "História da alimentação do Brasil" faz abordagem do binômio feijão-e-farinha, a feijoada.
Feijoada completa (sempre incompleta), feijoada carioca, começou a ser servida nos moldes que é servida hoje entre o ano de 1890 e 1910. A feijoada tem um histórico de folclorismo e de ritual quando as pessoas se reúnem a mesa para boa conversa ou boa musica. Foi divulgada pelos poetas do Brasil: Vinicius de Moraes e Chico Buarque. Os historiadores também dedicaram atenção a feijoada com versões de aproveitamento de sobras para alimentar os escravos e ainda a Europa sempre comeu feijão, feijão branco, favas e outros similares influenciando a feitura do prato. Todos com embutidos salgados ou carnes na sua elaboração.
Nos anos oitocentistas, estrangeiros experimentaram e deixaram suas impressões sobre o feijão à brasileira. Saint-Hilaire, 1817, Maria Graham, 1821, Henry Koter, 1810, Carl Seidler, 1826. Alguns com boa impressão, outros uma impressão menos boa.
Hoje a feijoada disseminou-se pelos restaurantes do Brasil, encontrando o maior consumo no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Porto Alegre/RS.

Receituário da Dona Benta, da Sonia Rosa, do Luis da Câmara Cascudo ou da Helena B. Sangirardi, todas
as receitas, primores da nossa cozinha nacional que merece ser cantado em todas as línguas.


Prato individual da maneira que é servido em restaurante: as miudezas, pés, rabos e orelhas
perdem o espaço para ingredientes mais leves, como charque, linguiça calabresa e paio.

sábado, 11 de junho de 2016

Bares e Botequins: verdadeiras instituições do Brasil.

O bar Havana no centro histórico de Porto Alegre, é um exemplo destes botecos que tendem a extinção. Serve uma boa comida. Eclético, com variadas receitas, é um recanto sagrado dos bons-vivants ou daqueles que tem necessidade de uma comidinha trivial, mas diferenciada.
Em meu livro De Bares e Botequins fiz uma abordagem sobre o ala minuta. Defini o verbete como locução francesa que se aportuguesou no Brasil, no feminino e que é o pedido de prato preparado na hora, de acordo com o pedido do freguês servido em todo Brasil. Tenho significado implícito de bife na chapa, batata e ovo frito, feijão, arroz e salada. Está pronto um brasileiríssimo prato.
Bife a cavalo ( A La Minute), um dos protagonistas do ala minuta.
Outra comida de boteco é o fígado: Iscas com elas, Iscas à Lisboeta, bife de fígado acebolado ou ainda bife de fígado à milanesa. É a sonoridade das palavras que faz o fígado um verdadeiro ator gastronômico nos bares e botequins do Brasil (Cozinha Luso-brasileira)
O Havana apresenta uma maneira diferente de servir o fígado de cebolada com influência portuguesa. Serve de acompanhamento o feijão mexido à gaúcha fazendo uma boa combinação.
O Havana não é um pé-sujo. É um boteco simples, mas que serve uma comida bem elaborada e típica, conseguindo ser uma boa surpresa gastronômica aos que gostam da boa cozinha.

domingo, 5 de junho de 2016

Bibliografia e culinária prática de etnias

Almoço na casa do blogueiro mostra bibliografia e a culinária de etnias: Espaguete Divella ao molho ferruginoso, Bacalhau a Gomes de Sá que nunca é a mesma receita, a cada feitura, o prato é diferenciado. O cozinheiro não faz a mesma receita, os temperos são os mesmos, não havendo pesagem dos ingredientes, a mão não é a mesma. O molho ferruginoso do almoço é culinária francesa com o molho Roti. O espaguete é à italiana e o feijão mexido poderia ser de qualquer Estado do Brasil, prato típico. No caso o feijão mexido das Minas Gerais, o feijão virado de São Paulo ou ainda o revirado gaúcho. Todos, culinária de etnias e com os respectivos receituários da bibliografia do blogueiro ou ainda a culinária de botecos à mostrar o mais variado da gastronomia.
Espaguete ao molho ferrugem, Revirado à Gaúcha, Tatu recheado ao molho ferrugem,
exemplos da gastronomia de etnias.

Bacalhau a Gomes de Sá com sua respectiva bibliografia.
Clássico da gastronomia portuguesa.

Livros de gastronomia portuguesa, particularidades cozinha regional.

Cozinha italiana e francesa, duas citações da culinária latina.

sábado, 21 de maio de 2016

Mondongo, comida típica ou de sobrevivência.

Mondongo ou Dobradinha ou ainda o Mocotó são comidas que inicialmente foram comidas de sobrevivência. Hoje, com citações em diversos livros da cozinha brasileira, pode se dizer que é prato típico do Brasil feito em diversas regiões. Esta gastronomia exótica merece citação em diversos livros: Ana Judith de Carvalho em "Comidas de Botequim", "Cozinha Gaúcha" de Dante Laytano, outra especialista Helena B. Sangirardi faz citação numa culinária mais cosmopolita, "Alegria de Cozinhar". As respectivas receitas não são possuidoras de variação de ingredientes. O prato não é uniforme, mas parecido em quase todas as versões. Um dos ingredientes para que o prato seja desejado é o frio, isso no Rio Grande do Sul, pois onde o calor é característica da terra come-se igualmente, qual o Rio de Janeiro.
Bucho ou estômago de boi, patas ou músculo, bacon, linguicinha fina ou ainda língua bovina, feijão branco, cebola, tomate e especiarias. Com diferentes formas de preparo fazem: Dobradinha, Mondongo ou Mocotó, pratos não politicamente corretos no mundo da cozinha saudável dos dias de hoje.

Mondongo, Mocotó ou Dobradinha é prato típico do Brasil,
 com feitura em diversos estados, no Rio Grande do Sul, comida de inverno.

sexta-feira, 26 de julho de 2013



O lamento do artesão pela momentânea perda das almas do Mercado Público e de  Porto Alegre


No dia 06 de julho de 2013 um incêndio danificou parcialmente o Mercado Público de Porto Alegre tornando a vida no quadrilátero Rua Borges de Medeiros, Rua Júlio de Castilhos, Largo Glênio Perez e Travessa José Carlos Dias de Oliveira muito diferente do que era. Falei no início do parágrafo que o incêndio danificou o mercado, na verdade o incêndio machucou a alma da cidade.
Milhares de transeuntes passavam diariamente em burburinho pelo mercado, com olhares curiosos pelas bancas que ofereciam os mais variados tipos de produtos, uma boa parte não encontrável em outros locais que não ali. Era interessante observar as bancas disputando a clientela na venda do bacalhau, no oferecimento dos ingredientes para uma feijoada, gourmets buscando especiarias e temperos raros de encontrar ou algum gaúcho em busca de uma erva diferenciada das demais. Aficionados da cozinha macrobiótica procurando os mais variados tipos de grãos. Glutões atrás de pratos excêntricos como rins ao molho madeira no Restaurante Gambrinus, também o mocotó servido na maioria dos restaurantes da praça de alimentação, guloseimas procuradíssimas. Outros tomando o cafezinho de cada dia ou o chopp diário, mais alguns atrás da conversa fiada cotidiana. Onde andará essa gente? Com certeza um tanto quanto perdidos por aí.
Que o mercado reabra provisoriamente o quanto antes, pois os freqüentadores e a cidade momentaneamente estão sem alma. 





Foto do Mercado Público inativo, pós incêndio do dia 06 de julho de 2013.

sábado, 1 de junho de 2013



Clássicos e suas influências

Dois pratos maravilhosos difundidos em quase que toda a geografia continental do Brasil, são cozido e rabada, ambos de influência portuguesa, mas de feitura em outras culturas, sendo a rabada gastronomia inglesa, o que causa uma certa estupefação gastronômica, pois sabidamente o inglês é um consumidor de carne mal passada. O cozido tem as mais variadas influências, sendo degustado gastronomicamente pelos paises de origem espanhola, onde é conhecido como puchero ou na Itália onde recebe o nome de bollito. Na UNIVATES, no curso de gastronomia gaúcha, foi feito numa noite aula, degustado e fotografado, produzindo um belo visual gastronômico qual os da fotografia que mostro.

Um dos clássicos abordado na aula de encerramento do tema etnias na 30ª turma de gastronomia gaúcha foi a rabada: " Servida em botequins, gastronomia popular é um prato que atravessa os tempos, sendo admirada e citada como carne gostosíssima, um clássico da culinária latina que estabeleceu modo de fazer brasileiro sendo adotado como prato típico em vários estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul." Trecho extraído de Bares e Botequins, autoria João Manoel.
Na foto enfocada por Mariana a rabada é com agrião e pirão. Existe inúmeras receitas, com espaguete, com batatas, com polenta ou angu.


Aula de encerramento da influência das etnias na culinária gaúcha, 30ª Turma de Gastronomia Gaúcha. Cozido à brasileira. " Não há prato mais brasileiro do que o cozido, conhecido e apreciado como é em todas as regiões do país."
É o que fala Carolina Nabuco.Os alunos se deleitaram com prato na cozinha da UNIVATES.

Fotos Mariana Bechert.

sábado, 16 de março de 2013


A Quaresma, o bacalhau e a nova divulgação deste peixe na encosta inferior do nordeste 
(Roca Sales, Encantado, Lajeado e Bento Gonçalves).

A Pizzato apresenta em suas garrafas de vinho, receitas de bacalhau. Uma maneira criativa de incentivar o consumo dos tintos que é uma característica da cultura portuguesa, junto a seus consumidores. O Atelier, nos seus quase quatro anos de existência, tem uma dedicação toda especial a quaresma e especificamente aos pratos de bacalhau. Este ano não foge a regra, já estamos com encomendas e uma especial atenção intelectual ao “fiel amigo” bacalhau.








 
























Pataniscas: não tão comum quanto o bolinho da bacalhau, mas também prato típico portugues oferecido em suas tascas ou nas casas de famílias. Receita divulgada nos rótulos da Pizzato.

   
Porto imperial, bacalhau mais específico para assar ou fazer em postas. Este artesão oferece a sua clientela quase sempre o coadinho, um bacalhau não tão alto quanto o porto mas com textura e sabor igual. E mais específico para os pratos oferecidos:
- Bacalhau à Gomes de Sá
- Bacalhau às Natas
- Bacalhau à Zé do Pipo

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013



Uma paixão gastronômica (feijoada)

Este artesão é um apaixonado pesquisador pelo prato feijoada. No livro Culinária de Etnias Comentários e Citações de um Escritor Gastrônomo publiquei baseado em boa bibliografia um capítulo dedicado a este prato, o título “Feijoada de um Pesquisador.” A feijoada tem como ingrediente principal em sua feitura o feijão preto, havendo algumas exceções. Raramente esse pesquisador usa outro feijão que não o preto, mas na última incursão a cozinha, resolvi experimentar o feijão-mulatinho seguindo a sugestão de Sonia Rosa, que fez um livro para crianças abordando o tema feijoada. É dele o sugestivo trecho a ser empregado na cozinha:
  
“Dizem que a feijoada foi criada pelos escravos, por que os senhores não comiam os “restos” do porco. Isso é uma lenda. Os escravos comiam feijão com fubá ou farinha de mandioca. Às vezes ganhavam um pedacinho de carne-seca ou toucinho. Os africanos não gostavam de cozinhar alimentos misturados. Os portugueses é que sempre gostaram muito do cozido de feijões com miúdos de porco. Comiam esse cozido com arroz e couve. As escravas aprenderam a fazer feijoada cozinhando para os portugueses. Mas elas fizeram mudanças. Trocaram a fava e o feijão-branco da Europa por feijão-mulatinho e preto do Brasil. Juntaram temperos novos. Serviram com farofa e laranjas. E assim nasceu o cartão de visitas da cozinha brasileira.” 







O singelo livro para crianças de Sonia Rosa “Feijoada”.
















A feijoada com feijão-mulatinho, o experimento do artesão, pelo menos para este uma delícia.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013



Uma página de um livro até agora não editado

“O porco em algumas cozinhas típicas do Brasil” é uma pesquisa deste artesão de um livro até agora não editado, a receita apresentada no blog é uma página inédita desse trabalho que possivelmente será editado. A obra é uma pesquisa de receitas porcinas, de regiões do Brasil, a receita falada tem como ingrediente principal a lingüiça e é uma entrada. O trabalho teve a consulta de inúmeras bibliografias e algumas inspirações em tópicos de livros que interessantemente não eram livros de culinária, narravam somente passagens de bons vivants.
 
Lingüiça ou paio defumado flambada com cachaça ou álcool.
Prato típico da culinária carioca (embutidos de porco)


Os apreciadores de lingüiça tem muitas opções no mercado, ela é feita de inúmeras espécies de animais, inclusive aves. Já para este prato preferencialmente é escolhida a lingüiça de carne suína. Sendo a lingüiça de pernil muito procurada. As origens da lingüiça remontam a mais de 2 mil anos, era popular aos antigos romanos. É muito apreciada na culinária carioca conforme Danuza Leão em gostoso parágrafo de seu livro Quase Tudo: “Aos domingos o ritual mudava: almoçávamos mais tarde, e de aperitivo meu pai cortava uma lingüiça em rodelas botava numa travessa, regava com álcool – de farmácia – e acendia um fósforo. A lingüiça ficava com um gostinho de carvão. Era degustada com farinha e pimenta e meu pai tomava uma cachacinha (só uma). Sempre comidas alegres, coloridas e fortes.”      




 Livro de memórias de famosa colunista do Brasil com excelente citação gastronômica, contando os domingos da sua casa paterna e falando de uma lingüçinha flambada que serviu de inspiração desta página.











Ingredientes:

500g de lingüiça ou paio defumado podendo ser a lingüiça cortada calabresa ou paio feito de pernil de porco.
½ xícara de cachaça ou álcool
Fatias de pão cortado para torradas
1 frigideira levemente untada com azeite de oliva ou manteiga.
 
Modo de preparo:

Em uma frigideira coloque o azeite ou a manteiga dando uma leve fritada no paio ou lingüiça cortada em rodelas quando. Atingir o ponto desejado despeje a cachaça flambando. Este flambar poderá ser feito junto a boca do fogão com cuidado para que não se ateie fogo à cozinha, ou numa mesa sendo ateado fogo com fósforo a bebida deixando flambar de preferência demoradamente. Quando apagar o fogo estará pronta para ser servida como tira gosto. Acompanha as torradas com geléia de pimenta.


Entradinha carioca de lingüiça flambada. (petisco que pode ser específico acompanhamento para chopp ou cerveja)

sábado, 12 de janeiro de 2013



O filé ao alho e óleo do O Atelier

Muda as guarnições, os títulos dar receitas, pequenas inovações que marcam a característica de cada cheff de cozinha. Nos botecos é a estrela, nos restaurantes sofisticados sofre pequenas restrições, pois o alho não é visto com bons olhos pelos que prezam um bom hálito.  O que sobra como incontestável é o sabor do prato, filé ao alho e óleo ou outros nomes que lhe são dado e que na verdade é o mesmo prato. As guarnições marcam as diferenças, filé guarnecido ao molho de campanha, farofa de manteiga e fritas cortadas a moda portuguesa ou um simplório arroz branco do trivial de cada dia, todos ao gosto de cada cliente que pede o prato ou do cheff que oferece a maquiagem do seu gosto. É o caso deste da fotografia, filé ao alho e óleo guarnecido por medalhões de palmito puxado na manteiga.



 O palmito na manteiga dá um contrate de suavidade com a rusticidade do alho, prato que pede um bom vinho tinto seco.

sábado, 29 de dezembro de 2012


Comentários e Sugestões do Artesão Sobre Datas Festivas.

O brasileiro e suas datas festivas no caso de agora, natal e réveillon, faz uma gastronomia com muita carne de aves no natal, peru, chester, frango e no ano novo mudam os protagonistas, o ator principal passa a ser o porco, ganha ênfase também o bacalhau e o salmão. O motivo da exclusão das aves é superstição brasileira de que as mesmas “ciscam para trás”. O porco e o bacalhau são uma culinária de influência portuguesa. Há também os pratos que não são retirados da mesa em nenhuma das datas, que é o caso do arroz à grega, das frutas e da farofa. Esta um verdadeiro prato nacional, um misto de influência indígena com a farinha de mandioca e de milho, fazendo uma miscelânea com passas, nozes, torresminho e castanha, formando uma verdadeira miscigenação cultural gastronômica.
Tem sido cotidiana desde a criação do bistrô a feitura de ceias natalinas e ceias de réveillon para as pessoas levarem para as suas casas os pratos prontos, esse ano não fugiu a regra e foram entregues muitas aves, muitos assados de porco, arroz à grega e farofa, um doce e poético preparo do artesão e seus assessores admiradores desta arte de festas. Segue sugestões para o réveillon que aí vem.


Um doce apreciado no Brasil para a data natalina ou ano novo.

Rabanadas

Ingredientes:
(para 5 ou 6 pessoas)
- 20 fatias de pão amanhecido
- 1 e ½ copo de leite
- 8 ovos batido
- óleo pra fritar
- açúcar
- canela em pó
Tempo de preparação 30 minutos.

Modo de preparo:
Umedeça as fatias de pão no leite e depois passe-as no ovo batido. À parte aqueça o óleo numa frigideira. Quando estiver bem quente, frite as fatias pouco a pouco. Escorra-as em papel absorvente e termine polvilhando com açúcar e canela em pó. É um prato típico português aculturado ao Brasil e muito barato.





Uma vez um prato de sobrevivência, hoje um prato de festa, doçaria típica do Minho, muito simples, mas gostosíssima.

Bacalhau Comemorativo

Ingredientes:
- 1 ½ kg de bacalhau
- 1 kg de batatas
- 4 colheres de sopa de manteiga
- 6 dentes de alho picado
- molho de pimenta
- azeite de oliva

Para guarnecer:
- ovos cozidos
- rodelas de cebola e tomates (ou tirinhas de pimentão vermelho ou verde)

Modo de preparo:
Dessalgue o bacalhau na véspera. Primeiramente ferva o bacalhau, na água do mesmo ferva as batatas. Tire as espinhas e a pele do bacalhau (costumeiramente o lombo já é vendido no mercado sem a pele) cuidando que o lombo não seja deformado, leve em uma refrataria o bacalhau ao forno com pedaços de manteiga e os dentes de alho picado. Refogue a cebola e o tomate a parte. Os ovos já devem estar cozidos quando o bacalhau estiver levemente tostado. Finalize montando o prato, as batatas podem ser colocadas tipo ao murro com a pele para que o comensal a descasque. Regue com bastante azeite de oliva e molho de pimenta, azeitonas vão muito bem para a decoração, sirva. É uma maneira muito interessante de comemorar o ano novo. 






Maneira bonita e muito simples de servir o prato. Retirado do livro "A Cozinha Portuguesa de Ofélia".

segunda-feira, 12 de novembro de 2012



O Xixo e as Suas Influências

Xixo gaúcho, churrasquinho árabe ou espetinho grego?

O xixo na gastronomia da atualidade no Brasil é consumido em toda a região sul. Sendo divulgado como comida típica no Rio Grande do Sul, erroneamente, pois a terra gaúcha não tinha no princípio a produção de legumes usada neste prato (cebola, tomate e pimentões). O que possivelmente existiu foi aculturação uma vez que nós gaúchos somos simpáticos a arte de assar. As influências devem ter sido múltiplas, mascates libaneses, turcos, sírio-libaneses e gente origem grega, parecem ser os donos dessa técnica de intercalar cubos de carne de boa qualidade com legumes, cebola, tomate e pimentões, no plural por que as espécies usadas podem ser a das três cores: verde, amarelo e vermelho. Um subsidio para reforçar argumentação do artesão é esta receita retirada de um livro de culinária libanesa “Histórias e Receitas da Família Madi de Julieta Riscalla Madi”.

Zahm-michwye (Espeto de Carne Cortada)

Ingredientes:
- 500g de carne (filé, alcatra ou uma carne macia) cortada em pequenos cubos;
- cebolas pequenas ou cortadas em quadrados quando grande;
- 4 tomates cortado em quatro
- 1 pimentão vermelho ou verde, também cortado em quadrados;
- sal, pimenta síria e azeite para temperar;
Prepare os espetos com a carne, intercalando a cebola, o tomate e o pimentão.

Modo de Preparo:
Asse na brasa e é da cultura árabe assar também no álcool, da mesma maneira que a *cafta.
* cafta é outro espetinho árabe, este feito de carne moída, temperado com pimenta síria e hortelã. Também erroneamente divulgado como culinária gaúcha, inclusive em livro do SENAC, alguns chamam a cafta aqui no rio grande de “churrasco de boi moído”.

 Xixo a moda gaúcha:
cubos maiores de filé mignon, pimentão de duas cores, tomate, cebola e o espeto normal usado para churrasco. É comum o uso de um espeto especial e mais fino para a feitura do xixo